Sinto-me estranha e acho graça quando algumas palavras não vem na cabeça e depois tudo começa enrolar. Explico contando o que me acontece hoje.
Pela manhã, o professor pede-me para ler alto a questão. E eu com a minha mania de querer ler rápido para acabar logo. "Blablabla...porque isso ocorre com os VREGETAIS?" Pronto. Já comecei rir e não consigo terminar.
Minutos depois. Explicando a questão de matemática e me sai o "paralepepídimo". Que? Como que fala isso mesmo? Palarepepípedo?....PA-RA-LE-LE-PÍ-PE-DO. Ufa.
Aula de história. E naquela época o que os países estavam fazendo. Eu respondendo pra mim baixinho: "neoconolisnismo". Bom, pelo ao menos essa ninguém ouviu. Por sorte o professor falou "neocolonialismo", porque senão eu teria que ver no caderno!
O dia passa. No fim do dia, quando a chuva parou um pouquinho e pude andar pela rua, vem um pingo e cai bem em cima da minha cabeça. Tanto pior pro cabelo e para as pessoas que não gostam disso, mas eu me senti super sortuda. Nos momentos de negação o melhor é tentar tirar proveito de tudo. Esses pensamentos foram interrompidos quando vi uma árvore verdinha com frutinhas vermelhas! Há quanto tempo não via uma dessas!!!ACELORA! Hum, não. Alocera? Alô, cera? Caramba. A-CE-RO-LA. Até conseguir chegar na palavra o pé de acerola já tinha passado e fiquei com preguiça de voltar para roubar uma.
Palavras e palavras...
Juste encore minute, juste encore minute,
Pour me faire une beauté ou pour une cigarette,
Juste encore minute, juste encore minute,
Pour un dernier frisson, ou pour un dernier geste,
Juste encore minute, juste encore minute,
Pour ranger les souvenirs avant le grand hiver,
Juste encore une minute... sans motif et sans but.
(Carla Bruni - La dernière minute)
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