Resolvi usar lápis. Quando a rotina começa a martelar muito na minha vida, preciso inovar a mínima coisa que seja. No caso, precisei trocar o meu uso contínuo de lapiseiras (que tenho desde os meus 7 anos) por usar lápis.
Lapiseiras são legais. Até o momento em que elas caem da mesa, e todos os grafites que lá estão quebram-se.
E lá fui eu, toda alegre comprar um lápis e um apontador. Não via a hora de usá-los. Nos primeiros minutos é uma coisa deliciosa. Escrever, escrever e quando a ponta começa ficar a desejar, apontá-la. Girando e girando o lápis. Com a maior delicadeza para ficar perfeito. O mundo se resume em deixar aquela ponta a melhor possível.
Até descobrir que deixar o lápis cair é uma decepção. O grafite quebra. E o pior: a ponta quebra! Ainda mais naquela hora em que o professor está ditando rápido e qualquer segundo é crucial.
Bom, aí é só começar a girar de novo. Quem sabe agora eu consigo uma ponta melhor do que a anterior. E então...quebra de novo!!!
Com lápis ou lapiseira, os grafites irão sempre se quebrar. As decepções irão sempre aparecer. Mas pra quem escreve, são essenciais...
Essencial é também esse sentimento com um mero grafite.
Acho que depois disso...prefiro as lapiseiras mesmo. Sem contar que lápis suja o estojo e a borracha.
Metáforas e metáforas...